Histórico

Resumo da História

Aqui está um resumo de muitos anos de existência do Sindicato. Seus fundadores, suas diretorias, principais mobilizações e acontecimentos importantes até a presente data.

Em 12 de julho de 1931, estava fundado o Sindicato por um grupo de companheiros gráficos que tinha como presidente da atual diretoria o Sr. Hissen Dias Alvares, que deu seus primeiros passos como associação dos gráficos e depois UTG - União dos Trabalhadores Gráficos. Sua primeira sede localizou-se na Rua Frei Gaspar, esquina com a Praça Rui Barbosa, e a seguir Praça Corrêa de Melo nº 1. Com a Revolução de 1932, o Sindicato esteve algum tempo sem atividades, vindo ressurgir em 1935 à Rua Brás Cubas nº 68, até janeiro de 1971, quando foi adquirida a atual sede própria, localizada à Rua Bittencourt nº 153.

Neste lapso de tempo, o nosso Sindicato guarda um rosário de passagens dignas de lutas, tanto em favor da classe que representa, como dos trabalhadores em geral, pois as diretorias que os gráficos escolheram sempre tiveram um ponto em comum: não se omitir de qualquer reivindicação em que o trabalhador era o interessado. Nas primeiras diretorias, os dirigentes enfrentavam dois grandes problemas: os sindicatos não eram reconhecidos e funcionavam na clandestinidade. Os mesmos dirigentes não tinham respaldos anteriores, pois eram os primeiros, então a luta era no escuro até 1935, quando os sindicatos passaram a contar com a Carta Sindical e, em 1942, com o enquadramento. Dessa data em diante, passamos à tutela do Ministério do Trabalho, mas também com representação reconhecida. Se até hoje ainda não conseguimos romper essas correntes, também é verdade que as conquistas foram sempre passando por cima dessas mesmas correntes.

No início do sindicato, as nossas diretorias contavam com um número maior de companheiros que faziam parte dos jornais da cidade. As gráficas eram em número bem reduzido, daí os estabelecimentos gráficos foram surgindo, os gráficos aumentando, e então as direções começaram a contar com números idênticos e hoje são a maioria.

Os presidentes que passaram por esta casa, todos, temos certeza, tudo fizeram para honrar o cargo que os companheiros lhes confiaram: Hissen Dias, Thomaz Cozza, Wenceslau Costa, Alfredo Silva Coelho, Anibel Nascimento, Alvaro Coelho da Silva, Haroldo Graner, José Roberto da Silva, Augusto Lins de Almeida Filho, Alcimiro Silva Ramos, Aureliano Oliveira Sabino, Felisberto Lopes, José Kanioscky, Orlando Spósito, Leovigildo Moreno Danoide (que foi interventor), Ulisses Fernandes, Mário Floriano Fumelli Monti, Luiz Roberto Silva Varella, Ginaldo da Silva Rocha e Vivaldo Vasconcellos Armesto à frente dos destinos da classe gráfica, cada um deu o seu esforço sem esmorecimento nas várias fases por que passamos.

Em 1956 foi decretada a greve por aumento de salário. A diretoria de 1956 enfrentou o nosso mais significativo movimento reivindicatório, que culminou com a "greve" decretada em 5 de novembro e que teve a duração de 26 dias. Aqui os gráficos responderam com altivez à classe patronal. Muitos dos companheiros sofreram as represálias naturais de um movimento como esse, pois, em todas as lutas, alguns pagam um tributo maior em benefício de muitos. Mas nesta luta, não só a diretoria mostrou seu valor, como revelou, perante a classe, vários companheiros que, pondo de lado seus problemas pessoais, tudo fizeram para a nossa vitória final. Os indecisos naquela luta, hoje já pensam diferente, pois não existe patrão bom; o bom é o lucro.

Participação na Federação Nacional dos Trabalhadores Gráficos

No trabalho da fundação da Federação Nacional dos Trabalhadores Gráficos, outra diretoria também deu a sua colaboração junto com o sindicato da Capital, onde tivemos um companheiro presidente deste Sindicato, Orlando Spósito, que exerceu cargo de 1º secretário. Posteriormente, apesar de sermos contrários à criação da Federação Estadual, por entender que o nosso estado fatalmente desfacelaria a Nacional, sobre todos os aspectos, quis as circunstâncias que a mesma tenha sido dirigida por nosso companheiro Mário Floriano Fumelli Monti. Isso, a bem da verdade, por uma imposição dos sindicatos de nosso Interior. Seu trabalho se faz sentir até hoje, justificando, desse modo, a sua fundação no Estado de São Paulo.