Jan 30
Possível ausência de direitos são averiguados pelo STIG em Santos, que lembra que acúmulo de função demanda pagamento de diferença salarial
Apesar dos jornais A Tribuna de Santos e o Expresso Popular da Baixada Santista continuarem na versão impressa, com 10 mil exemplares diários cada um, o grupo empresarial decidiu avançar no plano do fechamento do seu parque gráfico e demitiu todos trabalhadores do setor da empresa. O Sindicato da categoria do local (STIG), por sua vez, não abandonou os trabalhadores. A maioria deles sempre foi associada à entidade de classe. Mesmo demitidos e sem poderem contribuir financeiramente com o órgão, a direção sindical continua dando assistência a todos na defesa dos seus direitos, fazendo a revisão dos termos da rescisão do contrato de trabalho.
"Como a empresa, antes ainda do fechamento do parque gráfico, havia decidido não mais homologar rescisões dos trabalhadores no STIG, em consonância com a atrasada lei da reforma trabalhista e em prejuízo dos empregados demitidos, convocamos os gráficos para levarem até nós os seus termos de rescisão de contrato, elaborados unicamente pelo jornal", fala Sueli Reis, presidente do Sindicato local. Ela conta que o pedido foi feito para analisar cada documento de modo que nenhum direito deixe de ser listado e pago, sobretudo porque a maioria deles laboravam no local há bastante anos.
Na fiscalização sindical, todas as verbas rescisórias indicadas nos termos haviam sido pagas adequadamente. Porém, segundo revela o secretário-geral da entidade dos gráficos, Jorge Caetano, surgiram algumas outras questões duvidosas. "Constatamos um acúmulo de função e necessidade de equiparação salarial de trabalhadores", conta. Dessa forma, ninguém será abandonado pelo STIG, mesmo desempregados. A entidade decidiu encaminhar as demandas para o jurídico que presta serviço ao sindicato.
O STIG critica a empresa pelo fechamento do parque gráfico enquanto continua mantendo a versão impressa e lamenta pela demissão de todos os trabalhadores da classe. O parque gráfico do jornal A Tribuna de Santos foi extinto no último mês, dia 17, depois de 123 anos de atuação.
A Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp), entidade na qual o STIG Santos é filiado, lamenta pela decisão do jornal em eliminar seu parque gráfico e a demissão de todos trabalhadores. "A empresa contava com profissionais altamente capacitados que sempre se dedicaram o máximo durante anos para que A Tribuna se mantivesse à frente no processo de comunicação", pontua Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. Porém, em resposta a isso, o dirigente critica a empresa que toma uma posição contrária aos gráficos, aumentando o desemprego para obter mais lucro.

escrito por jorge

0 Comentários


Clique aqui para registrar-se